Me sinto doente,
o corpo arde,
a febre me consome.
Nos meus delírios
me vejo presa
na cadeia dos meus pensamentos obsessivos.
Eles me paralisam,
me sinto amarrada,
sem conseguir ir adiante.
Me percebo então num calabouço
escuro, sufocante, úmido.
Sei que a chave para a saída se encontra aqui,
em algum lugar.
Tateio, em vão;
Grito por socorro,
peço ajuda,
sem perceber
que dessa prisão
só eu posso me libertar,
só eu.
M.S. , 16/03/2014
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